Nutrição em estética

dukanA nutrição amplia sua atuação com vários nichos de trabalho, que agora mostram-se fortes  e evidentes no interesse da população em melhorar a sua saúde cada vez mais.

A Nutrição em Estética é um desses novos campos em que a aplicação da Ciência da Saúde tem como objetivo melhorar a aparência física e a saúde dos indivíduos tratando ou amenizando o envelhecimento cutâneo, a acne, o excesso de peso, a celulite, a flacidez, o fortalecimentos das unhas e dos cabelos, através de alimentação específica para melhorar a saúde e a auto-estima dos mesmos.

Há um aumento exponencial do interesse da população em melhorar sua aparência física, valorizar sua saúde e sua auto estima.

O que muitos desconhecem é que para melhorar a saúde física precisamos manter um conjunto de atitudes pró ativas como praticar atividade física freqüentemente, fazer os tratamentos propostos pelos médicos dermatologista e cirurgião plástico e ter uma alimentação saudável.

Os alimentos são nossos melhores medicamentos quando nos referimos à saúde da pele. Um exemplo mais comum é a acne que pode estar relacionada à vários desequilíbrios como deficiências de vitaminas A, C, D e E, manganês, cobre, zinco, silício. Incluir alimentos simples como 01 mexerica por dia pode ser bastante benéfico pelo seu efeito anti oxidante e ação anti-inflamatória. Outros alimentos importantes são goiaba, salsinha, pimentão, acerola, brócoli, tomate, mamão, cenoura, abóbora, sementes de abóbora e girassol, aveia, peixes de água fria, frutos do mar, ovos e couve manteiga.

Nossa pele também pode sofrer com a desidratação. A pele perde a maciez, elasticidade e o brilho. Ideal é valorizar a ingestão de frutas que são ricas em água como a melancia, o melão, abacaxi, pêra.

As queimaduras que assolam a pele no verão pode ser prevenida se usarmos fontes de beta caroteno como o brócoli que também contém sulforafano, que é uma substância que diminui aquele efeito de vermelhidão.

A água é o combustível do nosso organismo. Você precisa se hidratar diariamente com 40ml de água por quilograma de peso. Por exemplo: P = 60Kg X 40 = 2400ml de água por dia. Sempre entre as refeições. Garrafinhas à mão, na mesa de trabalho, etc. Lembre-se você precisa de água para todas as reações químicas do seu organismo. Seu intestino funcionará melhor e sua pele agradecerá.

Nutrição Funcional

nutrifuncA Nutrição Funcional baseia-se em proporcionar o equilíbrio e a biodisponibilidade de nutrientes em nosso organismo.

Cada ser humano tem suas particularidades que devem ser investigadas minuciosamente quando tratamos o indivíduo de forma única. Atualmente não bastam apenas exames laboratoriais para se investigar o estado nutricional do paciente, precisamos fazer um exame clínico atento como a análise dos cabelos, da pele e das unhas.

Autores classificam como “inflamação celular”as doenças causadas pela desarmonia dos nutrientes como diabetes e obesidade.

Esse processo pode causar ainda uma sobrecarga no sistema imunológico e desencadear inúmeros processos alérgicos tardios, prejudicando e muito a saúde do indivíduo.

Para atendê-lo nossos nutricionistas estão habilitados e terão prazer em ajudá-lo.

Nutrição e a Saúde da Mulher

NUTRIÇÃO E A SAÚDE DA MULHER

 

                                                                        nutricaoGestacao

MARIA PAULA CARLINI CAMBI

 

O sonho de ser mãe, é algo que depende de vários fatores para ser realizado.

A saúde feminina é um deles, o que inclui uma nutrição saudável, rica em nutrientes essenciais que permitam que esta futura mãe, possa ter a felicidade de gerar seu filho com tranqüilidade e segurança para si e seu bebê.

 

 

ANTES DE CONCEBER

 

Muitas mulheres queixam-se que não conseguem êxito nas tentativas para concretizar a gravidez. Alguns estudos científicos recentes demonstram que as mulheres devem atentar sobre o seu peso corporal, pois ele representa um parâmetro de saúde e que pode ser um empecilho para a gravidez. Tanto as excessivamente magras, que possuem pouquíssima gordura corporal, como as com excesso de peso, possuem extremos, mas importantes indicativos de dificuldade para engravidar.

Um planejamento prévio da alimentação, com nutrientes em harmonia, pode-se chegar no peso ideal para preparar seu corpo para receber este feto tão desejado. Para isso procure orientação profissional com cardápios individualizados de acordo com a sua necessidade.

 

 

DURANTE A GESTAÇÃO

 

Estar grávida é um momento mágico, repleto de transformações, dúvidas, medos, mas sobretudo, de muita alegria.

A mãe de primeira viagem tende a ler o resultado do exame várias vezes para se certificar sobre o fato, ficar ansiosa em pensar que demorará em média quarenta semanas para ver o rostinho do seu bebê. E portanto terá tempo para pensar como serão os olhos, os cabelos, o nariz, a boca deste ser maravilhoso, já tão desejado e amado, que se desenvolve em seu ventre.

Mas, com certeza, uma mulher consciente e preparada, antes de tudo, pára para pensar nas suas mudanças corporais e a demanda de nutrientes que o feto provocará para se desenvolver com saúde. E por isso, deve se preocupar com uma alimentação equilibrada em vitaminas como o folato e minerais como cálcio e ferro, essenciais para o bebê. Um nutricionista poderá auxiliá-lo no processo de ganho de peso, necessário para o crescimento fetal, mas também prejudicial se ocorrer de forma excessiva, equilibrando o controle de ingestão calórica.

Além disso, as futuras mães podem ter inúmeras intercorrências nutricionais como náuseas, vômitos que limitam sua ingestão alimentar e causam depleção nutricional. Quando bem orientadas, as gestantes tendem a sentir-se bem e a ter um parto tranqüilo, no tempo planejado.

 

 

 

DOENÇAS DURANTE A GESTANTE

 

Algumas doenças graves podem se desenvolver durante a gravidez, dentre elas a pressão alta e o diabetes gestacional.

Para evitar essas complicações, o nutricionista pode intervir desde o início da gestação, para manter o ganho de peso adequado para a semana gestacional. Com uma alimentação equilibrada e controle dos exames laboratoriais é possível prevenir este tipo de doença que pode ser muito perigosa para a gestante e para o feto, podendo provocar por exemplo o parto prematuro.

Portanto a prevenção deverá ser a tônica desta fase tão maravilhosa, mas que demanda cuidados da futura mãe.

 

 

APÓS A GESTAÇÃO

 

Depois do período gestacional, temos outra fase igualmente importante: a da amamentação e retorno do seu peso ideal.

Os alimentos interferem diretamente no processo de amamentação podendo causar cólicas e conseqüentemente muitas preocupações para os pais.

 

Procure um Nutricionista para esclarecer e orientar sua alimentação neste período tão especial de sua vida.

 

 

 

 

Hipertensão Arterial Sistêmica (Pressão Alta)

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: UMA DOENÇA SILENCIOSA

coracao de alimentosMARIA PAULA CARLINI CAMBI

A pressão arterial (PA) é a pressão exercida pelo sangue nas veias e artérias. A pressão alta ou hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica sem cura, mas que pode ser controlada. A pressão arterial deve ser menor que 140/90mmHg, (“14/9”), atingindo valores iguais ou superiores a esses temos a pressão alta.

Nesta condição o hipertenso corre sérios riscos de ter um acidente vascular cerebral, que causa isquemia (falta de oxigênio num órgão) e causar hipóxia (falta de oxigênio) e levar a um infarto agudo do miocárdio.

A pressão alta é perigosa e é mais comum em pessoas com mais idade, nos homens que usam bebidas alcoólicas com frequência, que fumam, que vivem sob estresse, que não fazem atividade física frequente, que estão acima do peso e ainda pela genética.

E o que fazer:

                            TRATAMENTO: MELHORAR O ESTILO DE VIDA COM

                                 ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ATIVIDADE FÍSICA

bicicleta de alimentos

O controle na ingestão de sal também é bem importante. Não use temperos prontos, ricos em gordura e sal. DESCASQUE MAIS E ABRA MENOS PACOTES!

Você sabia que o alimento é composto de 40% de sódio? Por isso cuide com suas escolhas alimentares. Algumas parecem saudáveis, mas podem ser perigosas se você está com pressão alta. Veja o conteúdo de sódio de alguns alimentos:

  • 01 colher de shoyu – 297mg
  • 113 g de atum light em óleo – 382mg
  • 115 de queijo cottage 1% de gordura – 459mg
  • 03 fatias de presunto fatiado – 697mg
  • macarrão instantâneo – 01 copo – 1737mg
  • 1/2 pizza congelada – 2103mg
  • 1/2 pizza comum – 1000mg
  • 01 copo de cereal matinal – 260mg

Uma pitada de sal tem até 400mg de sódio. Nossa recomendação diária é de 2000mg por dia.  Evite embutidos, conservas, produtos industrializados. Eles são um perigo para sua saúde.

Procure substituir o sal por ervas. O sabor da comida pode ser bem valorizado com manjericão, salsinha, cebolinha, orégano, alfavaca, cominho, tomilho e tantas outras opções que podem ser cultivados em uma pequena horta em vasinhos ao seu alcance na cozinha. Pense nisso e viva com mais saúde.

Procure um especialista para organizar sua alimentação!

Dislipidemia: uma doença silenciosa

coracao de alimentos

A dislipidemia é um aumento nos níveis séricos de colesterol total, LDL (colesterol ruim) e de triglicerídeos, com diminuição do HDL (bom colesterol).

Este conjunto de condições, aumenta o risco de uma doença cardiovascular. Muitos pacientes nem imaginam que os seus exames de sangue estão alterados. Por isso a importância de repetir periodicamente a rotina de exames. Após os 30 anos de idade é recomendado que se faça isso a cada 6 meses. Isto porque o risco de dislipidemia aumenta com a idade.

Somente pessoas obesas sofrem deste mal? NÃO. Existem muitos magros por ai, com dificuldades para manter seus níveis sanguíneos normais. Portanto as causas para esta doença são variadas como obesidade (não todos os obesos têm dislipidemia), sedentarismo, erros alimentares com alto consumo de gorduras e baixo teor de fibras e estresse. Muitos magros têm o problema por questões genéticas e uma dificuldade maior e metabolizar a gordura. Por isso é essencial manter o acompanhamento com o CARDIOLOGISTA.

E o que fazer para ajudar:

                            TRATAMENTO: MELHORAR O ESTILO DE VIDA COM

                                 ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ATIVIDADE FÍSICA

bicicleta de alimentos

O controle na ingestão de gorduras saturadas (carnes vermelhas, ovos, leite e derivados integrais, doces ricos em gorduras, etc) é bem importante. Prefira gorduras mono e polinsaturadas como óleo de côco, abacate, azeite de oliva.

Uma sugestão para substituir a margarina do pão é fazer sua própria margarina (bem mais saudável). Coloque orégano e ervas finas num pote e acrescente azeite de oliva. Congele. Depois quando quiser consumir, só tirar um pouco antes do freezer e consumir um sabor bem interessante de gordura saudável no seu pão integral.

As fibras também são muito importantes, especialmente a aveia que é excelente para tratar a dislipidemia. Vai bem em frutas e até na comida.

Procure um especialista para organizar sua alimentação!

Alimentação saudável

A vida moderna transformou a vida de todos. Em muitos pontos para melhor como o uso da tecnologia, a cura de certas doenças, mas por outro lado, limitou em muito nosso tempo para ações importantes. Atualmente todos nós procuramos otimizar nossas atividades para efetivar nossos resultados. Porém algumas das inúmeras atribuições são esquecidas ao longo do dia. Uma delas é a alimentação saudável e a outra é a atividade física.

Uma das desculpas que mais usamos é a falta de tempo. Mas será que não podemos melhorar neste aspecto?

Talvez com uma ajuda extra tudo se torne mais fácil. É por isso que nós, Nutricionistas pensamos nisso e pretendemos auxiliá-lo.

Para se ter uma alimentação correta precisamos de algumas lições básicas sobre os grupos alimentares:

  • Água: realiza o transporte de nutrientes, enzimas, hormônios e células sanguíneas, além de facilitar o metabolismo e função química celular.
  • Vitaminas e Minerais: são importantes para regular funções simples do nosso organismo como manter nossos cabelos, unhas e pele saudáveis e participar de processos no metabolismo dos macronutrientes. Citamos aqui alguns mais importantes:
  • Vitamina A: vitamina solúvel na gordura, importante para manter nossa visão em dia.
  • Ácido Fólico: importante para formar o tubo neural do bebê.
  • Vitamina B12: fundamental para manter nossa saúde mental, ajuda na memória.
  • Vitamina D: vitamina solúvel na gordura, tão discutida atualmente, importante também em muitas funções cerebrais. Sua carência pode dificultar a perda de peso.
  • Cálcio: muito importante para a manutenção da saúde dos ossos, também participa da nossa função cardiovascular.
  • Zinco: sua carência pode causar disgeusia (diminuição do paladar), queda de cabelos e unhas frágeis.
  • Proteínas: composta de aminoácidos, reparam tecidos, multiplicam células, seguramente favorecem a cicatrização. São fontes de proteínas ricas em ferro: carnes variadas ( bovina, ovina, suína, etc), frango, peixe, ovos, e ricas em cálcio: leite, queijos, iogurtes, ricota.
  • Carboidratos: ou chamados de açúcares são importantes para nos dar energia. Existem os simples como açúcar branco, mel, melado, doces e os complexos, compostos de moléculas de amido como as massas, arroz, pães, biscoitos, cereais integrais.
  • Lipídeos: ou chamados de gorduras são essenciais para o transporte de vitaminas que são solúveis na gordura como vitaminas A, D, E e K, proporcionam energia ao nosso organismo, mantêm órgãos e nervos em posição e os protege de choques e lesão traumática. Funcionam como isolante térmico e mantêm a temperatura do corpo. Devem ser consumidos com moderação devido ao alto teor calórico.

Quando em harmonia, estes grupos alimentares nos darão o equilíbrio necessário para mantermos nossa saúde em dia.

Algumas dicas são importantes :

  • Mastigue muito bem os alimentos.
  • Use alimentos bem coloridos e variados no seu dia a dia.
  • A moderação deve acompanhar todas as suas refeições ao longo do dia.
  • Não pule refeições. Faça em média de 05 a 06 refeições ao dia.
  • Evite frituras.
  • Não vá ao mercado com fome. Isto pode prejudicar suas escolhas.
  • Não traga do mercado alimentos ricos em gorduras e açúcares. Deixe seu carrinho repleto de frutas, verduras, cereais integrais, carnes magras.
  • Procure o Nutricionista para organizar seu dia a dia alimentar.

Bulimia Nervosa

A bulimia nervosa é diagnosticada em pessoas com peso normal, com história de anorexia prévia e que narram episódios de bulímicos e de vômitos autoinduzidos. Atinge em sua maiorida mulheres jovens no final da adolescência ou no início da idade adulta.

Sua causa é multifatorial, englobando fatores biológicos, genéticos, psicológicos, socioculturais e familiares.

A característica marcante é a grande e rápida ingestão de uma grande quantidade de alimentos com sensação de perda de controle, chamados de episódios bulímicos, acompanhados de métodos compensatórios inadequados para  o controle de peso como vômitos autoinduzidos, uso de medicamentos (diuréticos, inibidores de apetite, laxantes), dietas e exercícios físicos. Sempre há uma excessiva preocupação com o peso corporal.

Uma característica comum às bulímicas é terem calosidade no dorso na mão (sinal de Russel), erosão do esmalte dentário, perda de dente e cáries. Outra situação é a irregularidade menstrual dentre outras.

O tratamento engloba a Psicologia, Psiquiatria e a Nutrição.  Quanto mais cedo diagnosticada, melhor prognóstico se terá.

Anorexia Nervosa

A anorexia nervosa é caracterizada por uma perda de peso grande e intencional, subsequente à severa restrição alimentar, busca incessante pela magreza e distúrbios da imagem corporal. Pode ocorrer mais comumente em mulheres na adolescência à segunda década de vida, mais também podem acontecer mais tardiamente.

Pode haver dois subtipos a saber:

  • restritivo: onde há restrição alimentar e atividade física intensa e não apresentam episódios compulsivos de alimentação, nem purgação (vômitos, laxantes, diuréticos);
  • purgativo: onde se tem episódios compulsivos de alimentação e métodos compensatórios inadequados como vômitos, laxantes e diuréticos.

Possui muitas causas, dentre elas fatores biológicos, psicológicos, socioculturais e familiares.

Muito importante a presença familiar, especialmente na adolescência, onde a pressão social por estar magra é muito grande e se torna fácil desencadear o processo de doença. Filhas de mães com anorexia possuem uma incidência maior de se ter a doença.

Crianças e adolescentes aprendem que magreza é sinônimo de sucesso, autocontrole, competência e atratividade sexual, o que leva a mudanças no comportamento alimentar buscando se enquadrar nos padrões.

Muitas adolescentes inclusive, vestem-se com roupas largas para que a família não perceba a sua magreza, mesmo porque, elas mesmas não a percebem. Algumas evitam fazer as refeições com a família e levam comida para seu quarto e acabam jogando os alimentos no vaso sanitário para que ninguém perceba que não estão se alimentando. Muito comum, o comportamento de adotar um cardápio monocromático de forma obsessiva. Isto deve ser observado pelos familiares com atenção. Isto é um sinal de que algo não vai bem.

Buscar ajuda psicológica é essencial, pois é a base do tratamento em conjunto com a Nutrição, para reiniciar gradativamente o processo de realimentação.  O tratamento é lento e bastante individualizado.

Procurar ajuda especializada rapidamente pode ser a forma eficaz de salvar uma vida!

Fibras Alimentares

As modificações alimentares ocorridas desde os primatas vegetarianos até o homem, trouxeram alguns reflexos importantes na fisiologia do aparelho digestório.  A mudança no estilo de vida do homem moderno resultou numa ingestão alimentar diária menor em fibras, que são nutrientes pertencentes ao grupo dos carboidratos.

A alimentação diária em grandes metrópoles, em que o tempo para as refeições é curto e naturalmente a grande maioria das pessoas opta por fazê-las através de lanches rápidos, com baixos teores de fibras alimentares, além do uso indiscriminado de medicamentos, associado com vida sedentária, trouxeram uma alteração funcional do tubo digestório e com isso a obstipação.

O termo “fibra alimentar” foi criado por Hugh Trowell para designar “a porção dos alimentos, constituída por polissacarídeos de plantas e pela lignina, que resistem à hidrólise pelas enzimas do aparelho digestório humano e que não sofrem processo de digestão como celulose, hemicelulose, pectinas, gomas, mucilagens e lignina

As fibras e uma quantidade variável de amido não digerido são fermentados nos cólons pelas bactérias colônicas, produzindo os ácidos graxos de cadeia curta ou voláteis, gases metano, hidrogênio, dióxido de carbono e água. Esta fermentação também intensifica o crescimento das células bacterianas, que combinado com resíduos não fermentados, sais e água, produzem aumento no bolo fecal e proporcionam maior peso das fezes. (Jenkins, et al, 1986).

O consumo adequado de fibras alimentares também diminuem o risco de câncer de cólon. Isto pode ocorrer principalmente por diluição do conteúdo colônico; adsorção de elementos potencialmente carcinogênico; diminuição do tempo de trânsito intestinal e eliminação de substâncias carcinogênicas; alteração no metabolismo dos ácidos biliares, com menor produção de elementos carcinogênicos; ação local dos ácidos graxos voláteis ou de cadeia curta, em especial, butirato, com efeito bactericida e anti-carcinogênico.

Os ácidos graxos são produtos finais da degradação dos polissacarídeos pelas bactérias colônicas entre eles estão os ânions acetato, butirato e propionato que se caracterizam por uma ação local sobre o trofismo dos colonócitos, ação bactericida e anti-carcinogênica e uma ação sistêmica atuando sobre o metabolismo glicídico e lipídico hepático, sobre as secreções pancreática, exócrina, onde o propionato parece ser o mais envolvido neste processo.

As fibras alimentares, não sendo digeridas pelas enzimas digestivas do trato gastrointestinal, atingem os cólons, são fermentadas pelas bactérias colônicas produzindo água, gás carbônico e gás metano, resultando não só no aumento da massa fecal como também conferindo maciez às fezes, o que facilitaria sua eliminação.

As causas principais da obstipação intestinal estão intimamente ligadas aos hábitos alimentares já bastante arraigados da população no que se refere à ingestão insatisfatória de água, a carência de frutas cruas e vegetais folhosos, além do sedentarismo cada mais mais evidente. Esses hábitos de vida corroboram para um assincronismo nos movimentos peristálticos evidenciado em estudos da fisiologia da motilidade intestinal. As fibras são nutrientes considerados atualmente como funcionais, onde serão associados a “claims” de saúde e podem proporcionar uma ação fisiológica importante para esta correção.  Na categoria de prebióticos, aumentam o número de bifidobactérias, favorecem a biodisponibilidade de alguns minerais, atuam favoravelmente no metabolismo lipídico e glicídico, diminuição do risco de infecções intestinais, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, osteoporose e câncer.

A importância de uma alimentação qualitativamente e quantitativamente adequada tornou-se vital para a saúde. Idealmente preconiza-se 1,5 a 2,0 litros de água por dia, assim como uma ingestão de fibras de 25 a 35g por dia para adultos ou o correspondente a 10g de fibras para cada 1000Kcal. Para crianças maiores de 02 anos de idade, a American Dietetic Association recomenda: 05g de fibras por dia mais a idade em anos), resultando entre 07 a 20g/dia. Para idosos indica-se 10 a 13g para cada 1000Kcal ingeridas.

As fibras alimentares encontram-se principalmente nas paredes das células de vegetais e são divididas em solúveis e insolúveis.

As fibras solúveis ou associadas com o conteúdo celular das plantas, têm efeito metabólico no trato gastrointestinal retardando o esvaziamento gástrico e o tempo de trânsito intestinal, além de diminuirem a absorção de glicose e colesterol. Exemplos: farelo de aveia, cenoura cozida e goma guar que alteram a composição da flora intestinal e o metabolismo através da produção de ácidos graxos de cadeia curta.

As fibras insolúveis, ou procedentes das estruturas da parede celular apresentam efeito mecânico no trato gastrointestinal são pouco fermentáveis, aumentam o bolo fecal, aceleram o tempo de trânsito intestinal pela absorção de água. Exemplos: farelo de trigo, leguminosas e folhosos.

 As fibras são substâncias capazes de reter água na sua estrutura, aumentando o volume fecal, diminuindo sua consistência e facilitando a evacuação. Além de amolecerem as fezes pela captação da água, estimulam a motilidade pela distensão que provocam na parede do cólon, com o aumento de volume do seu conteúdo. Como trata-se de um estímulo fisiológico, podem ser usados mesmo na presença de uma mucosa intestinal inflamada.

As fibras solúveis incorporam água rapidamente e são facilmente decompostas no intestino grosso. Entre 70 a 90% da quantidade ingerida é intensamente decomposta pelas bactérias do cólon. As fibras insolúveis têm menor capacidade de incorporação de água que as fibras solúveis e são difíceis de serem degradadas pelas bactérias sendo por isso eliminadas praticamente intactas. Atuam nas porções distais por serem pouco digeridas no cólon, mantendo o volume líquido até a evacuação. No intestino grosso as fibras são responsáveis pelo aumento do bolo fecal e diminuição da sua consistência; diminuem o tempo de trânsito intestinal e diminuem a pressão no interior do cólon. O início de ação é de 12 a 24horas.

As fibras possuem efeitos importantes em distúrbios metabólicos como a diabetes diminuindo a glicose sanguínea, a glicosúria, os requerimentos de energia e aumentando a sensibilidade à insulina tendo como mecanismos de ação o retardo no esvazimento gástrico, a formação de gel com a pectina e goma guar no intestino, que impede a absorção dos carboidratos e alterando a função hormonal do glucagon. Na obesidade as fibras atuam aumentando a saciedade, diminuindo a biodisponibilidade de nutrientes e a densidade calórica, tendo como mecanismo de ação o aumento da gordura fecal, inibindo a absorção de carboidratos, diminuindo o trânsito alimentar e alterando a função dos hormônios intestinais.

A inibição da circulação de ácidos biliares e redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos são alguns dos efeitos da fibra nas doenças cardiovasculares. Este fato deve-se a alterações na flora bacteriana, resultando em mudança na atividade metabólica e também alterações nas enzimas pancreáticas e intestinais.

efeitofibras

“O uso exacerbado de fibras podem influenciar negativamente na absorção de minerais, porém o uso de oligossacárides não digeríveis tem sido associado ao aumento na biodisponibilidade de minerais. Pode-se prevenir anemia ferropriva e osteoporose, utilizando determinado tipo de fibra que aumenta a absorção de minerais como o ferro, cálcio, magnésio, zinco. A maior disponibilidade do zinco favorece a síntese protéica e a maior conversão da vitamina A para sua forma ativa. O principal mecanismo envolvido é o aumento na acidez nos cólons decorrente de maior fermentação microbiana local. Esta variação para um pH mais ácido aumenta a solubilidade destes minerais no ceco e nos cólons o que conduz a maiores índices de aproveitamento absortivo destes minerais. Quanto mais o prebiótico conduzir à fermentação, mais elevará a acidez colônica e maior será a influência positiva sobre a absorção dos minerais. É um processo dose-dependente”, como revela BAXTER, Y., 2002.

Em nutrição enteral as fibras podem favorecer a diminuição da obstipação em pacientes crônicos e da incidência de diarréia e promover trofismo intestinal, melhorando a adaptação intestinal em doentes com síndrome do intestino curto, que conservam os cólons. Contudo deve-se utilizar fibras em NE de forma cautelosa já que pode ocorrer redução nas taxas de absorção de fósforo, magnésio e zinco utilizando 12,4g de polissacarídeos da soja. Além disso há o risco de obstrução da sonda, distensão abdominal e flatulência.

 

CONTEÚDO DE FIBRAS NOS ALIMENTOS (g/100g de alimentos)

ALIMENTO FIBRA SOLÚVEL FIBRA INSOLÚVEL FIBRA DIETÉTICA
FRUTAS
Maçã com casca 0,2 1,8 2
Maçã descascada 0,2 1,3 1,5
Pêssego em calda 0,5 1,3 1,8
Banana 0,5 1,2 1,7
Uvas negras 0,3 2,4 2,7
Uvas verdes 0,1 0,9 1
Nectarina com casca 0,4 0,8 1,2
Laranja 0,3 1,4 1,7
Pêra em calda light 0,3 1,4 1,7
Pêra com casca 0,4 2,4 2,8
Abacaxi em calda dietético 0,1 0,6 0,7
Ameixa fresca com casca 0,4 0,8 1,2
Morango 0,4 1,4 1,8
Tangerina 0,4 1,4 1,8
Melancia 0,1 0,3 0,4
VEGETAIS
Aspargos inteiros 0,4 1,2 1,6
Broto de feijão 0,1 1,1 1,2
Vagens inteiras 0,5 1,4 1,9
Brócolis crus 0,3 3 3,3
Brócolis cozido 0,4 3,1 3,5
Couve de bruxelas cozida 0,5 3,6 4,1
Couve crua 0,1 1,6 1,7
Cenoura crua 0,2 2,3 2,5
Couve-flor crua 0,3 2 2,3
Couve-flor cozida 0,3 1,8 2,1
Aipo cru 0,1 1,7 1.8
Aipo cozido 0,1 1,7 1,8
Milho inteiro congelado 0,1 2 2,1
Milho inteiro enlatado 0,1 1,8 1,9
Pepino descascado 0,1 0,5 0,6
Pepino com casca 0,1 0,8 0,9

CEREAIS

Cereais cornflakes 0,5 3,8 4,3
Cereais com mel (Kelogg’s) 0,6 1,7 2,3
Cereais Krispies (Kelogg’s) 0,5 1,4 1,9
Cereais Special K (Kelogg’s) 0,2 2,5 2,7
Pão de milho 0,2 2,8 3
Farinha branca de trigo 1 1,9 2,9
Macarrão cozido 0,3 1,7 2
Talharim com ovo cozido 0,3 1,4 1,7
Arroz branco cozido 0,1 0,3 0,4
Espaguete cozido 0,4 1,1 1,5
CEREAIS RICOS EM FIBRAS
Cereais Bran Flakes 2 17,5 19,5
Cereais All Bran 2,1 28 30,1
Cereais de cutícula de aveia crua 6,5 10,5 17
Gérmen de trigo 1,1 12,9 14
LEGUMES
Vagens Enlatadas 0,4 3,8 4,2
Ervilhas verdes enlatadas 0,4 2,9 3,3
Ervilhas verdes congeladas 0,3 3,2 3,5
FRUTAS SECAS
Amêndoas com casca 0,2 8,6 8,8
Amendoins 0,2 6,6 6,8
Nozes 0,1 3,7 3,8
DIVERSOS
Abacate 1,3 2,6 3,9
Azeitonas verdes 0,2 1,8 2
Azeitonas pretas 0,1 2,1 2,2
Passas 0,6 3,6 4,2
Fonte: MARLET, J.A Content and composition of dietary fiber in 117 (frequently consumed foods. J. Am. Diet. Assoc. 1992; 92 (2): 175-186.

 

CONTEÚDO DE FIBRAS NOS ALIMENTOS EM PORÇÕES

GRÃOS
PORÇÃO GRAMAS DE FIBRA
Lentilha 01 xícara de chá 7,9
Feijão cozido 01 xícara de chá 7,5
Amendoim ½ xícara de chá 4,1
Soja cozida ½ xícara de chá 3,9
Ervilha enlatada ½ xícara de chá 3,5
Germe de trigo 03 colheres de sopa 2,9
Farelo de aveia 03 colheres de sopa 2,7
Milho 01 espiga média 2,3
Farelo de trigo 03 colheres de sopa 2,2
Aveia em flocos 03 colheres de sopa 2,1
Farinha de aveia 03 colheres de sopa 2,1
Arroz integral cozido 05 colheres de sopa 1,6
Biscoito de trigo integral 06 unidades 1,6
Macarrão cozido 01 xícara de chá 1,2
Pão de centeio 01 fatia 1,4
Pão de trigo integral 01 fatia 1,3
Arroz branco cozido 05 colheres de sopa 0,5
CEREAL INSTANTÂNEO PORÇÃO GRAMAS DE FIBRA
All Bran ½ xícara de chá 9,0
Corn Flakes 01 xícara de chá 3,0
Granola ½ xícara de chá 2,0
Müsli ½ xícara de chá 0,5 – 1,0

 

FRUTAS PORÇÃO GRAMAS DE FIBRA
Pêra 01 média 4,0
Figo seco 01 médio 3,7
Côco ralado seco ½ xícara 3,3
Maçã 01 média 3,0
Abacate ½ médio 3,0
Kiwi 01 grande 3,0
Morango 01 xícara de chá 2,7
Banana 01 média 2,6
Ameixa seca 02 unidades 2,4
Pêssego com casca 01 médio 2,3
Laranja 01 média 2,2
Manga 01 média 2,2
Ameixa fresca 03 pequenas 1,8
Mamão 01 fatia média 1,4
Uva passa 02 colheres de sopa 1,3
Melão 01 fatia média 1,1
VEGETAIS
PORÇÃO GRAMAS DE FIBRAS
Batata assada 01 média 3,5
Couve de bruxelas ½ xícara de chá 3,2
Brócoli cozido ½ xícara de chá 2,7
Batata doce assada 01 média 2,1
Berinjela ½ xícara de chá 2,0
Cenoura crua 01 média 2,0
Espinafre cozido ½ xícara de chá 2,0
Couve-flor cozida ½ xícara de chá 1,9
Abóbora ½ xícara de chá 1,0

Fonte: Martins, C. Folder Nutroclínica

 

SUPLEMENTOS DE FIBRAS ALIMENTARES

PRODUTO
LABORATÓRIO SOLÚVEL INSOLÚVEL TIPO DE FIBRA
Resource Benefiberâ
Novartis 80% 20% Goma guar
Profibraâ
Support 6% 94% Polissacarídeo da soja

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. ANDRE, S.B. Constipação Intestinal: como diagnosticar e tratar, Rev Bras Med Vol. 57, dez, 2000.
  2. BAXTER, Y. C. Artigos do Laboratório Novartis, 2002.
  3. BORGES, V.C. Oligossacarídeos x Fibras Alimentares Rev Bras Nutr Clin 12:161-164, 1997.
  4. MARLET, J.A Content and composition of dietary fiber in 117 frequently consumed foods. J Am Diet Assoc 1992; 92 (2): 175-186.
  5. MARQUÉZ, L.R. Propriedades de la fibra dietetica. In: La fibra terapéutica. Lab. Madaus. Ed. 1998, 25-43.
  6. WAITZBERG, D. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica, 3ª Atheneu, São Paulo, 2001.

Disbiose Intestinal

A disbiose intestinal é um desequilíbrio entre as bactérias que habitam nosso intestino, que podem levar à obstipação crônica ou períodos irregulares com diarreia.

Nosso intestino é um segundo cérebro que comanda muitas de nossas reações biológicas. Um desequilíbrio nestas vilosidades intestinais pode até ser a causa da obesidade.

O uso diário de probióticos e prebióticos naturais podem auxiliar a regularizar as bactérias firmicutes e bacterioides, habitantes do nosso intestino que precisam estar em equilíbrio.

Os probióticos são as bactérias presentes no nosso intestino com a função de auxiliar o funcionamento do intestino e nos proteger de bacterias que possam nos fazer mal. Os objetivos dos alimentos enriquecidos com probióticos são auxiliar na proliferação dessas bacterias para regular o trânsito intestinal e nos proteger de possíveis infecções. Ex. iogurtes e leites fermentados, os mais conhecidos são os chamados Lactobacilos.

Os prebióticos são fibras não digeríveis, mas que fermentam em nosso intestino e estimulam o crescimento das bacterias probióticas. Diminuem os riscos de infecções e diminuem a absorção de gorduras pelo intestino, diminuindo assim o colesterol total e aumentar a aborção de minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio. Ex. a inulina, encontrada no almeirão, chicória, trigo, cebola, alho e alho poró; a pectina, encontrada em frutas cítricas, maças, cenoura, farelo de aveia, soja, lentilha e ervilha; e os Frutooligossácarideos (FOS). Estes só podem ser encontrados em quantidades significativas se manipulados.

Os simbióticos são produtos que associam os prebóticos com os probióticos afim de intensificar os efeitos dos dois componentes.

Simbiose