versão impressa ISSN 0102-6720versão On-line ISSN 2317-6326

ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.28  supl.1 São Paulo  2015

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-6720201500S100013

ARTIGO ORIGINAL

HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO APÓS CIRURGIA BARIÁTRICA: TRATAR COM CARBONATO OU CITRATO DE CÁLCIO?

Giorgio Alfredo Pedroso BARETTA1  , Maria Paula Carlini CAMBI1  , Arieli Luz RODRIGUES1  , Silvana Aparecida MENDES1 

1Hospital Vita Batel, Curitiba, PR, Brasil

RESUMO

Racional :

A cirurgia bariátrica, especialmente a gastroplastia em Y-de-Roux, pode causar complicações nutricionais importantes que derivam da má absorção de nutrientes essenciais. O hiperparatireoidismo secundário é uma delas que cursa com o aumento do hormônio da paratireoide e consequente diminuição de cálcio e vitamina D, o que pode comprometer a saúde óssea.

Objetivo

: Comparar o tratamento do hiperparatireoidismo secundário com o uso de carbonato e citrato de cálcio.

Métodos

: Os pacientes foram selecionados a partir de seus exames bioquímicos alterados e o tratamento foi sugerido aleatoriamente com citrato ou carbonato de cálcio.

Resultados

: Após 60 dias de suplementação foram reavaliados os exames bioquímicos e percebeu-se melhora em ambos os grupos, tanto com citrato como com carbonato de cálcio.

Conclusão

: Recomenda-se o uso de suplementação de cálcio (citrato ou carbonato) e vitamina D após a operação para prevenção do hiperparatireoidismo secundário.

Palavras-Chave: Hiperparatireoidismo secundário; Cirurgia bariátrica; Deficiências nutricionais

INTRODUÇÃO

O hiperparatireoidismo secundário é complicação nutricional relativamente comum em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, em suas diversas técnicas. Ele é caracterizado por balanço negativo do cálcio, associado ou não à vitamina D, que gera aumento abrupto do hormônio da paratireoide (PTH), com consequente osteopenia ou osteoporose.

As alterações no metabolismo ósseo após gastroplastia em Y-de-Roux (GYR) derivam da diminuição da absorção intestinal de vários nutrientes, além de diminuição da ingestão de alimentos proteicos e prejuízo na absorção de vitamina D.

Este estudo teve por objetivo avaliar o tratamento do hiperparatireoidismo secundário após GYR com diferentes sais de cálcio.

MÉTODOS

Foi realizado estudo prospectivo, randomizado, com 20 pacientes submetidos à GYR no Hospital Vita Batel, Curitiba PR, Brasil entre 2013 e 2014. Ele foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas do Hospital Vita Batel e todos os participantes assinaram termo de consentimento livre e esclarecido para inclusão no estudo.

Foram excluídos pacientes com doenças crônicas ou em uso de medicamentos que interferissem no metabolismo ósseo. Os pacientes foram avaliados nos seguintes dados: idade, gênero, índice de massa corporal, dosagens de exames bioquímicos de cálcio sanguíneo, fosfatase alcalina, vitamina D, hormônio da paratireoide. Foram selecionados a partir de seus exames bioquímicos de fosfatase alcalina, vitamina D e principalmente o hormônio da paratireoide que se apresentassem alterados. Neste momento foi sugerido tratamento aleatório para o paciente com citrato ou com carbonato de cálcio, até serem formados dois grupos de 10 pacientes, cada um com um tipo de tratamento. O grupo 1 recebeu 600 mg de citrato de cálcio, associado a 400UI de vitamina D, duas vezes ao dia por 60 dias. O grupo 2 recebeu 600mg de carbonato de cálcio, associado com 400UI de vitamina D, duas vezes ao dia. Ambos os grupos receberam o suplementos em comprimidos e os participantes foram orientados a tomar o produto com água, longe de refeições que contivessem ferro.

Todos realizaram densitometria óssea e trouxeram seus exames prontos de laboratórios aleatórios. Foi perguntado se faziam atividade física e com que frequência.

Os dados foram tabulados em programa Excel e realizado tratamento estatístico usando tabelas que continham a análise das variáveis: idade, índice de massa corporal, cálcio sérico, fosfatase alcalina, hormônio da paratireoide e vitamina D, em duas medidas a inicial (antes do tratamento) e a final (após o tratamento de 60 dias). Utilizou-se o teste de Mann-Whitney e adotou-se o nível de significância α<0,05.

RESULTADOS

Dos pacientes selecionados, nove eram homens e 11 mulheres. No grupo 1 tratado com carbonato de cálcio, eram seis homens e quatro mulheres; no grupo 2, tratado com citrato de cálcio, eram três homens e sete mulheres. O gênero não teve significância estatística. No grupo 1 todos os pacientes eram sedentários, sem nenhuma atividade física programada. No grupo 2, quatro mulheres faziam atividade programadas duas vezes por semana com esteira e musculação. Os demais todos eram sedentários.

A densitometria óssea dos 20 participantes era normal para fêmur e coluna. Não se observou diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação à densidade mineral óssea de coluna lombar e colo do fêmur.

A média de idade foi de 46 anos em ambos os grupos (Tabela 1).

TABELA 1 – Análise estatística da idade entre as correções com carbonato de cálcio (citracal) e citrato de cálcio (manipulado) 

Correções n Idade Teste de Mann-Whitney
min – max Média ± dp p
Carbonato de cálcio 10 25 – 68 49,5 ± 14,4 0,16
Citrato de cálcio 10 25 – 55 42,7 ± 10,8

n=número de pacientes; min-Max= valores mínimo e máximo; dp=desvio-padrão; p=valor da probabilidade

TABELA 2 – Análise estatística do IMC entre as correções com carbonato de cálcio (citracal) e citrato de cálcio (manipulado)  

Correções n IMC Teste de Mann-Whitney
min – max Média ± dp p
Carbonato de cálcio 10 26,0 – 39,4 33,0 ± 4,3 0,97
Citrato de cálcio 10 29,5 – 36,0 32,8 ± 2,4

n=número de pacientes; min-max=valores mínimo e máximo; dp=desvio-padrão; p=valor da probabilidade

O índice de massa corporal da população estudada foi em média de 32,9 anos em ambos os grupos (Tabela 2).

Os valores bioquímicos de cálcio sérico e de vitamina D se elevaram após o tratamento com carbonato e com citrato de cálcio. O PTH reduziu de forma satisfatória após o tratamento.

De acordo com a Tabela 3, nenhum dado teve diferença estatisticamente significante, o que justifica que ambos os sais de cálcio, tanto citrato como carbonato, foram benéficos e corrigiram igualmente o hiperparatireoidismo secundário.

TABELA 3 – Análise estatística das variáveis estudadas entre as correções com carbonato de cálcio (citracal) e citrato de cálcio (manipulado) 

Correções n Variavel Teste de Mann-Whitney
Ca 1
min – max Média ± dp p
Carbonato de Cálcio 10 8,1 – 8,9 8,7 ± 0,2 0,97
Citrato de Cálcio 10 8,2 – 9,0 8,6 ± 0,3
Fosfatase alcalina 1
Carbonato de Cálcio 10 119,4 – 180,0 135,8 ± 18,6 0,91
Citrato de Cálcio 10 100,0 – 163,0 132,8 ± 23,2
PTH 1
Carbonato de Cálcio 10 68,7 – 92,0 82,7 ± 8,8 0,8
Citrato de Cálcio 10 67,5 – 95,0 84 ± 8,9
Vitamina D 1
Carbonato de Cálcio 10 17,0 – 28,9 22,8 ± 4,4 0,85
Citrato de Cálcio 10 16,0 – 29,0 22,2 ± 3,9
Ca 2
Carbonato de Cálcio 10 8,1 – 8,9 8,7 ± 0,3 0,48
Citrato de Cálcio 10 8,1 – 10,0 8,6 ± 0,6
Fosfatase alcalina 2
Carbonato de Cálcio 10 82,3 – 120,0 98,3 ± 12,5 0,58
Citrato de Cálcio 10 87,5 – 120,0 101 ± 10,4
PTH 2
Carbonato de Cálcio 10 29,0 – 65,0 47,9 ± 9,7 0,12
Citrato de Cálcio 10 42,0 – 64,0 54,2 ± 7,2
Vitamina D 2
Carbonato de Cálcio 10 25,0 – 35,0 30,6 ± 3,3 0,85
Citrato de Cálcio 10 25,0 – 36,0 30,9 ± 3,6

n=número de pacientes; min-max=valores mínimo e máximo; dp=desvio-padrão; p=valor da probabilidade

DISCUSSÃO

A GYR promove redução significativa da absorção de nutrientes como cálcio e vitamina D1,2. Esse prejuízo nutricional é detectado facilmente através dos controles metabólicos periódicos. A densidade mineral diminui independentemente da perda ponderal após GYR. A perda óssea pode ser atribuída por diminuição da absorção de cálcio causada pela diminuição da ativação de vitamina D dependente de cálcio3.

O presente estudo realça a presença de hiperparatireoidismo secundário após GYR. Todos os pacientes operados precisaram necessariamente utilizar suplementos de cálcio e vitamina D para suprirem as possíveis carências. A discussão maior é em torno de que tipo de suplemento que seria mais eficaz em proteger o organismo das deficiências de cálcio e vitamina D e suas complicações.

O cálcio é predominantemente absorvido no intestino delgado por transporte ativo e difusão passiva. Aproximadamente um terço do ingerido é absorvido, embora possa variar na dependência da forma do sal, de fatores dietéticos e do estado do intestino delgado. Após a absorção, ele é eventualmente incorporado aos ossos e dentes com 99% da quantidade do cálcio do organismo presente no tecido esquelético. O restante do cálcio encontra-se presente tanto no fluído intra quanto extracelular. Aproximadamente 47% do conteúdo total de cálcio sanguíneo está sob a forma ionizada fisiologicamente ativa com aproximadamente 6% em complexo citrato, fosfato ou outros ânions e o restante ligado às proteínas, principalmente à albumina. A absorção de cálcio a partir do citrato de cálcio é muito superior que a do carbonato de cálcio4,5. No presente estudo em que verificou-se apenas a melhora dos parâmetros bioquímicos do hormônio da paratireoide, tanto o carbonato como o citrato de cálcio tiveram efeitos positivos.

O cálcio pode estar ligado à albumina (40%) e a outros ânions (citrato e fosfato – 10%) e na forma ionizada (50%)6. Tem funções de permeabilidade das membranas celulares, contração e relaxamento muscular, excitabilidade nervosa, ativação de enzimas e coagulação sanguínea. Sua regulação envolve alguns hormônios como vitamina D, paratormônio (PTH) e calcitonina. Sua absorção ocorre ao longo do intestino delgado e jejuno e sofre influência de vários fatores: pH, quantidade de ingestão (o que pode ser fator determinante para os pacientes com GYR, que diminuem drasticamente a ingestão proteica), ingestão de gorduras (que também está diminuída entre os operados, aminoácidos, motilidade intestinal.7 O cálcio citrato potássico efervescente é superior na biodisponibilidade de cálcio comparado ao citracal e suprime a secreção do hormônio da paratireoide8.

O PTH é secretado pelas paratireoides, controlado pela concentração de cálcio. Tem efeitos biológicos em três órgãos alvo: ossos, mucosa intestinal e rins9.

No metabolismo extracelular, o cálcio ionizado é metabolicamente melhor disponível e reflete a concentração do íon. Tanto a acidose quanto a alcalose alteram a capacidade de ligação e a quantidade de cálcio. Atua fisiologicamente com o PTH e a concentração de 1,25 (OH)2 D3.10,11

Baixa concentração de cálcio circulante, gera aumento do PTH, redução da massa óssea especialmente depletando cálcio e fósforo, o que provoca tentativa de aumentar o cálcio sanguíneo. Paralelamente os rins aumentam a excreção de calcitriol e fósforo e diminuem a excreção de cálcio.12,13

Este mecanismo todo causa o hiperparatireoidismo secundário que deve ser tratado com cálcio e vitamina D.13Para o presente estudo esta mudança na excreção de cálcio não foi suficiente para causar osteopenia, osteomalácia ou osteoporose nos 20 participantes. Todos receberam a suplementação em tempo hábil e tanto com carbonato como com citrato de cálcio, reverteram esta complicação após a GYR.

Algumas limitações existiram na pesquisa, pois os participantes realizaram a densitometria óssea em laboratórios diversos, diferentemente de outro estudo.14 A ingestão proteica não foi investigada a fundo, mas em registro alimentar de 24 h pesquisado na consulta nutricional, foi possível perceber a diminuição drástica da ingestão proteica como um todo e em muitos pacientes particularmente na ingestão de proteínas ricas em cálcio, muitas vezes justificada pela indesejada intolerância à lactose, que pode ocorrer após a GYR.

Interessante notar a importância do tempo de uso dos suplementos tanto de citrato de cálcio como de carbonato de cálcio associados com a vitamina D, que em 60 dias de tratamento corrigiu os valores de PTH. O que precisa ser ressaltado é que de rotina os pacientes operados devem usar a suplementação e monitorar seus exames bioquímicos para evitar hipervitaminoses e complicações cardíacas pelo excesso de cálcio.

A suplementação é preconizada já no período pós-operatório para prevenir a perda progressiva de massa óssea.15,16 Muitos pacientes não aderem ao uso regular do suplemento. Ignoram o fato da má absorção intestinal onde se perdem muitos sítios absortivos importantes e ainda a hipocloridria que também pode comprometer a absorção do cálcio.17 Ideal seria iniciar com 1000 mg de cálcio (combinação de cálcio citrato malato e carbonato de cálcio) associado com 400UI de vitamina D3 logo após a operação para prevenção do hiperparatireoidismo secundário.

Novos estudos precisam ser realizados com maior número de pacientes e com detalhamento da ingestão proteica e avaliação da excreção fecal para confirmar a eficácia do tratamento.

CONCLUSÃO

Tanto o uso de carbonato de cálcio como citrato de cálcio, associados com vitamina D3 são úteis na correção do hiperparatireoidismo secundário após a cirurgia bariátrica.

REFERÊNCIAS

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Fonte de financiamento: não há

Recebido: 19 de Fevereiro de 2015; Aceito: 19 de Maio de 2015

Correspondência: Maria Paula Carlini Cambi E-mail:mpcarlini@hotmail.com

Conflito de interesses: não há